sábado, 14 de março de 2009

" SERÁ QUE SEU ALUNO É DISLEXICO ? "


SINAIS DE ALERTA


Na pré-escola não é possível avaliar com segurança se o aluno é disléxico antes da 1ª série do Ensino Fundamental. Mas, se ele apresenta alguns dos sintomas abaixo, deve ser observado com atenção para um possível futuro diagnóstico:

  1. Imaturidade no trato com outras crianças.

  2. Atraso no desenvolvimento visual, da fala e da linguagem.

  3. Dificuldade em aprender rimas e canções.

  4. Fraco desenvolvimento da coordenação motora.

  5. Dificuldade em montar quebra-cabeças.

  6. Falta de interesse por livros.

A partir da 1ª série, se a criança apresenta alguns dos problemas abaixo, é necessário avaliá-la em conjunto com outros professores e o coordenador pedagógico e, se necessário, recomendar aos pais o encaminhamento a um especialista:


  1. Dificuldades visuais e de coordenação motora.

  2. Pobreza no conhecimento de rimas e de vocabulário.

  3. Dificuldade na leitura e na escrita e na cópia do livro ou do quadro-negro.

  4. Dificuldade em manusear mapas e dicionários.

  5. Confusão entre direita e esquerda.

  6. Dificuldade em Matemática, desenho geométrico e em decorar seqüências.

  7. Desatenção, dispersão, desorganização geral e atrasos na entrega de tarefas.

  8. Problemas de conduta retração, timidez excessiva e depressão. Fonte: Associação Brasileira de Dislexia (ABD)

Como facilitar o dia-a-dia do disléxico ; São várias as alternativas disponíveis para que o estudante com dislexia possa acompanhar a turma e demonstrar o que aprendeu sem estresse:


  1. Dar a ele um resumo do programa a ser desenvolvido, se possível já no ato da matrícula.

  2. Expor, no início do ano, qual a matéria a ser dada e os métodos de avaliação que serão utilizados.

  3. Iniciar cada novo conteúdo com um esquema mostrando o que será apresentado no período. No final, resumir os pontos-chave.

  4. Usar vários recursos de apoio para apresentar a lição à classe, além do quadro-negro:

  5. projetor de slides, retroprojetor, vídeos e outros recursos multimídia.

  6. Introduzir vocabulário novo ou técnico de forma contextualizada.

  7. Evitar dar instruções orais e escritas ao mesmo tempo.

  8. Avisar com antecedência quando houver trabalhos que envolvam leitura para que o aluno encontre outras formas de realizá-lo, como gravar o livro, por exemplo.

  9. Propor trabalhos em grupo e atividades fora da sala de aula, como dramatizações, entrevistas e pesquisas de campo sempre que possível.

  10. Fazer revisões com tempo disponível para responder às possíveis dúvidas.

  11. Autorizar o uso de tabuadas, calculadoras simples, rascunhos e dicionários durante as atividades e avaliações.

  12. Aumentar o limite de tempo para atividades escritas.

  13. Ler enunciados em voz alta e verificar se todos entenderam o que está sendo pedido.

Fonte: Nem Sempre É o Que Parece, Ed. Campus

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