
COMO IDENTIFICAR A DISCALCULIA
Quando se fala na origem das dificuldades de aprendizagem em matemática, surgem muitas
dúvidas e, na maior parte dessas ocorrências, não há uma única causa específica, mas um
conjunto delas que podem ser encontradas tanto no aluno quanto em relação a fatores externos,
inclusive no modo de ensinar matemática.
De acordo com Smith e Strick , no que diz respeito aos aspectos relativos ao aluno, são
consideradas a memória, a atenção, a atividade perceptiva motora, a organização espacial, as
habilidades verbais, a falta de consciência e as falhas estratégicas, todas como fatores
responsáveis pelas diferenças na execução de atividades matemáticas. Dentre estas, um dos
fatores relevantes é a dificuldade em operações matemáticas simples como a soma ou a
multiplicação. Ao deparar-se com alunos com déficit de aprendizado, o professor precisa
dispensar maior atenção para poder identificar as dificuldades apresentadas. No caso da
matemática, é um pouco mais difícil dizer se é um déficit ou um distúrbio, uma vez que a
matemática é considerada uma das disciplinas mais complicadas para o entendimento do aluno.
Um indicador muito simples das possíveis dificuldades com números é a inabilidade de contar
para trás, de dois em dois números ou de três em três, ressaltando que os discalcúlico têm
dificuldade na compreensão da ordem e da estrutura numérica.
Outro fator é a falta de compreensão do valor da posição no sistema numérico. A confusão nessa
área é freqüentemente disfarçada nos primeiros anos, pois as crianças aprendem as regras
apropriadas para somar e subtrair e pode utilizá-las se apresentadas de forma especial (diretas),
e são mecanicamente aprendidas. Se essa colocação é mudada, ou se é necessário usar o
conhecimento dos números, a pessoa geralmente necessita de flexibilidade para utilizar seu
conhecimento de outra maneira, o que torna sua dificuldade de compreensão visível, assim como
tarefas como agrupar e reagrupar números, lembrar qual número vem antes ou depois e
repetição de algarismos devido à falta de atenção.
O que também se observa são as dificuldades em seguir muitas ordens simultaneamente, além
de problemas com coordenação motora fina (pintar, desenhar, amarrar, costurar etc), problemas
com a coordenação motora grossa (falta de habilidades nos esportes e o descuido ocasionando a
freqüente queda de objetos da carteira escolar).
Além disso, a resistência às atividades que exigem leitura e escrita é outro aspecto a ser
considerado, ressaltando que o discalcúlico pode ter dificuldades na leitura e na escrita e resiste,
também, a atividades em grupo por não gostar de se expor. Geralmente escreve pouco e suas
respostas às questões que lhe são formuladas resumem-se a “sim” ou “não”, devido ao medo de
errar. Manifesta um sentimento fortíssimo de menos valia, que acontece por se sentir acuado em
relação à classe.
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