MONOGRAFIA, TCC E PROJETO - fazemos seus trabalhos acadêmicos!!! com qualidade ,respeito e responsabilidade. Todos os nossos trabalhos são exclusivos!!!
Formas de Pagamento:
DEPÓSITO BANCÁRIO
EXEMPLO DE PREÇO: 1 monografia ou 1 tcc com 30 laudas (páginas) R$300,00 parcelado 2x de R$150,00 entrada e o restante quando o trabalho for entregue.Por depósito bancário.
Formas de Envio:
Seu trabalho acadêmico pronto por sedex ou via email.
CONTATO: Sonia Macedo - email: sonia.macedo2003@hotmail.com
terça-feira, 8 de setembro de 2009
domingo, 30 de agosto de 2009
PRATA POLIDA
As vezes a prata precisa ser polida, para que se dê à ela, o seu real valor.
O metal opaco, parece ser sem vida, envelhecido... Mas, precisa ser olhado com outros olhos. Todo ser humano quer brilhar, mas, não no sentido de sucesso, mas pelo prazer de ser o que é,ser feliz sendo ele mesmo, apenas pelo fato de ser!
Todos nós temos a alegria de saber que Deus está nos dando sua graça, sua ajuda, para que a gente não se perca, sendo uma prata sem brilho. Nosso brilho é nosso amadurecimento. Temos que ter amadurecimento, e isso só acontece quando damos lustre em nossa alma...
Temos que nos colocar numa busca constante de melhoria. O céu fica em festa quando um Ser Humano decide ser MELHOR!
Deus nos oferece a santidade... Deus entra na nossa vida para nos tornar mais iluminados e lustrados. Para realmente fazermos a diferença e sermos Luz, sermo Vida!
O metal opaco, parece ser sem vida, envelhecido... Mas, precisa ser olhado com outros olhos. Todo ser humano quer brilhar, mas, não no sentido de sucesso, mas pelo prazer de ser o que é,ser feliz sendo ele mesmo, apenas pelo fato de ser!
Todos nós temos a alegria de saber que Deus está nos dando sua graça, sua ajuda, para que a gente não se perca, sendo uma prata sem brilho. Nosso brilho é nosso amadurecimento. Temos que ter amadurecimento, e isso só acontece quando damos lustre em nossa alma...
Temos que nos colocar numa busca constante de melhoria. O céu fica em festa quando um Ser Humano decide ser MELHOR!
Deus nos oferece a santidade... Deus entra na nossa vida para nos tornar mais iluminados e lustrados. Para realmente fazermos a diferença e sermos Luz, sermo Vida!
quarta-feira, 10 de junho de 2009
VAMOS FALAR DE DISCALCULIA? VOCÊ SABE O QUE É?

AS DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM EM MATEMÁTICA
Como uma criança pode ler um parágrafo em voz em voz alta impecavelmente e não recordar seu conteúdo cinco minutos depois? Como um aluno que lê três anos à frente do nível de sua série apresenta um trabalho por escrito completamente incompreensível? Como um adolescente se sai muito bem em geometria e tem um desempenho inferior em álgebra?
O que esses três estudantes têm em comum?
O que as crianças, adolescentes e adultos com dificuldades de aprendizagem (DA) 1 têm em comum é o baixo desempenho inesperado.
De acordo com o National Joint Committee on Learning Disabilities –NJCLD2 , “Dificuldades de aprendizagem” é um termo genérico que diz respeito a um grupo heterogêneo de desordens manifestadas por problemas significativos na aquisição e uso das capacidades de escuta, fala, leitura, escrita, raciocínio ou matemáticas.
As dificuldades de aprendizagem raramente têm uma única causa. Supostamente têm base biológica (Lesão cerebral, alterações no desenvolvimento cerebral, desequilíbrios químicos, hereditariedade). Mas é o ambiente-família, escola, comunidade - que determina a gravidade do impacto da dificuldade.
Vários autores, como Sara Pain, Alicia Fernández, Maria Lucia Weiss, chamam atenção para o fato de que a maior percentual de fracasso na produção escolar, de crianças encaminhadas a consultórios e clínicas, encontram-se no âmbito do problema de aprendizagem reativo, produzido e incrementado pelo próprio ambiente escolar.
Na pessoa com dificuldade, o desempenho não é compatível com a capacidade cognitiva; a dificuldade ultrapassa a enfrentada por seus colegas de turma sendo, geralmente, resistente ao seu esforço pessoal e ao de seus professores em superá-la, gerando uma auto estima negativa podendo também surgir comportamento que causam problemas de aprendizagem, complicando as dificuldades na escola.
Os problemas na aprendizagem de Matemática que são apontados em todos os níveis de ensino não são novos: De geração a geração a Matemática ocupa o posto de disciplina mais difícil e odiada, o que torna difícil sua assimilação pelos estudantes. Por isso, antes de falar em dificuldades de aprendizagem em Matemática é necessário verificar se o problema não está no currículo ou na metodologia utilizada.
Algumas causas das dificuldades de aprendizagem em matemática:
§ Ansiedade e medo de fracassar dos estudantes em conseqüência de atitudes transmitidas por pais e professores e da metodologia e dos conteúdos muitas vezes inadequados.
§ A falta de motivação, que pode ter sua origem na relação da própria família com os estudos (falta de importância dada pelos pais ao conhecimento em si; na ligação da escola com castigos ou a algum tipo de pressão; questões emocionais - ansiedade e agitação geradas por acontecimentos novos; ansiedade exagerada causada pelos efeitos de medicamentos que interferem no ânimo ou causam problemas de memória ou concentração; problemas de maturação do Sistema Nervoso Central; Transtorno de déficit de atenção/hiperatividade – TDAH.
§ Distúrbios de memória auditiva:
A. A criança não consegue ouvir os enunciados que lhes são passados oralmente, sendo assim, não conseguem guardar os fatos, isto lhe incapacitaria para resolver os problemas matemáticos.
B. Problemas de reorganização auditiva: a criança reconhece o numero quando ouve, mas tem dificuldade de lembrar-se do número com rapidez.
§ Distúrbios de percepção visual: A criança pode trocar 6 por 9, ou 3 por 8 ou 2 por 5, por exemplo. Por não conseguirem se lembrar da aparência elas têm dificuldade em realizar cálculos.
§ Distúrbios de escrita: Crianças com Disgrafia têm dificuldade de escrever letras e números.
§ Distúrbios de leitura: Os disléxicos3 e outras crianças com distúrbios de leitura apresentam dificuldade em ler o enunciado do problema, mas podem fazer cálculos quando o problema é lido em voz alta. É bom lembrar que os disléxicos podem ser excelentes matemáticos, tendo habilidade de visualização em três dimensões, que as ajudam a assimilar conceitos, podendo resolver cálculos mentalmente mesmo sem decompor o cálculo. Podem apresentar dificuldade na leitura do problema, mas não na interpretação.
A DISCALCULIA
Confusões com os sinais matemáticos e dificuldades para fazer simples continhas podem estar ligadas a um distúrbio neurológico.
Semelhante à dislexia - dificuldade com o aprendizado da leitura e da escrita -, a discalculia infantil ocorre em razão de uma falha na formação dos circuitos neuronais, ou seja, na rede por onde passam os impulsos nervosos. Normalmente os neurônios - células do sistema nervoso - transmitem informações quimicamente através de uma rede. A falha de quem sofre de discalculia está na conexão dos neurônios localizados na parte superior do cérebro, área responsável pelo reconhecimento dos símbolos.
Não é uma doença e não é, necessariamente, uma condição crônica. Em geral é encontrada em combinação com o Transtorno da Leitura, Transtorno da Expressão Escrita, do TDHA. Não é relacionada à ausência de habilidades matemáticas básicas, como contagem, mas na forma com que a criança associa essas habilidades com o mundo que a cerca. Estima-se que apenas 1% das crianças em idade escolar tem Transtorno da Matemática isoladamente.
Requisitos necessários para o aprendizado de matemática e as dificuldades causadas pela discalculia:
APTIDÕES ESPERADAS - DIFICULDADES
3 a 6 anos
Ter compreensão dos conceitos de iguais e diferentes, curtos e longos, grandes e pequenos menos que e mais que. Classificar objetos pelo tamanho, cor e forma Reconhecer números de 0 a 9 e contar até 10. Nomear formas. Reproduzir formas e figuras.
Problemas em nomear quantidades matemáticas, números, termos, símbolos.
Insucesso ao enumerar, comparar, manipular objetos reais ou em imagens.
6 a 12 anos
Agrupar objetos de 10 em 10. Ler e escrever de 0 a 99. Nomear o valor do dinheiro. Dizer a hora. Realizar operações matemáticas como soma e subtração. Começar a usar mapas. Compreender metades, quartas partes e números ordinais.
Leitura e escrita incorreta dos símbolos matemáticos
12 a 16 anos
Capacidade para usar números na vida cotidiana. Uso de calculadoras. Leitura de quadros, gráficos e mapas. Entendimento do conceito de probabilidade. Desenvolvimento de problemas.
Falta de compreensão dos conceitos matemáticos
Dificuldade na execução mental e concreta de cálculos numéricos
Na discalculia, a capacidade matemática para a realização de operações aritméticas, cálculo e raciocínio matemático, encontra-se substancialmente inferior à média esperada para a idade cronológica, capacidade intelectual e nível de escolaridade do indivíduo.
As dificuldades da capacidade matemática apresentadas pelo indivíduo trazem prejuízos significativos em tarefas da vida diária que exigem tal habilidade. Em caso de presença de algum déficit sensorial, as dificuldades matemáticas excedem aquelas geralmente a este associadas.
Diversas habilidades podem estar prejudicadas na discalculia:
§ Lingüísticas (compreensão e nomeação de termos, operações ou conceitos matemáticos, e transposição de problemas escritos em símbolos matemáticos).
§ Perceptuais (reconhecimento de símbolos numéricos ou aritméticos, ou agrupamento de objetos em conjuntos).
§ De atenção (copiar números ou cifras, observar sinais de operação).
§ Matemáticas (dar seqüência a etapas matemáticas, contar objetos e aprender tabuadas de multiplicação).
• Dificuldade na leitura, escrita e compreensão de números; em realizar operações matemáticas, classificar números e colocá-los em seqüência; na compreensão de conceitos matemáticos; em lidar com dinheiro e em aprender a ver as horas, etc.
O diagnóstico
Na pré-escola, já é possível notar algum sinal do distúrbio, quando a criança apresenta dificuldade em responder às relações matemáticas propostas - como igual e diferente, pequeno e grande. Mas ainda é cedo para um diagnóstico preciso. É só a partir dos 7 ou 8 anos, com a introdução dos símbolos específicos da matemática e das operações básicas, que os sintomas se tornam mais visíveis.
É importante chegar a um diagnóstico o mais rapidamente para iniciar as intervenções adequadas. O diagnóstico deve ser feito por uma equipe multidisciplinar - Neurologista, Psicopedagogo, Fonoaudiólogo, Psicólogo - para um encaminhamento correto. Não devemos ignorar que a participação da família e da escola é fundamental no reconhecimento dos sinais de dificuldades.
Porém, devemos ter muita cautela quanto ao diagnóstico da discalculia ou qualquer DA. Apesar de o professor dizer que não faz um diagnóstico da criança, ele estabelece que as dificuldades de aprendizagem sejam possíveis transtornos específicos de aprendizagem, tendo como causas a imaturidade, problemas psicológicos e sociais, justificado assim o porquê da criança não aprender.
Antes de diagnosticar a discalculia, devem ser eliminadas outras causas de dificuldades, como o ensino inadequado ou incorreto; os problemas com visão; audição ou os danos ou doenças neurológicas e doenças psiquiátricas.
Devemos eliminar também a possibilidade de a criança apresentar acalculia ou pseudo discalculia.
A acalculia é a total falta de habilidade para desenvolver qualquer tarefa matemática, que geralmente indica um dano cerebral. O problema aparece quando a criança é incapaz de aprender os princípios básicos de contagem. A falta de habilidade se torna mais evidente quando vai aprender a ordem dos números de 1 -10 ou quando vai resolver uma simples adição de 4 + 2 = 6. O grupo de pessoas com acalculia representa menos de 1% da população.
A pseudo discalculia apresenta características semelhantes às da discalculia, mas é resultado de bloqueios emocionais. O estudante tem habilidade cognitiva para ter êxito em matemática. As meninas são a maioria esmagadora de estudantes com pseudo discalculia. Os comentários negativos dos meninos levam à falta de confiança. Para superar esta dificuldade o caminho são conversas com pais, professores e Orientador(a) Educacional; trabalho psicopedagógico para elevar auto estima da criança e, nos casos mais difíceis, acompanhamento de Psicólogo.
Efeitos
O desconhecimento dos pais, professores e até colegas podem abalar ainda mais a auto-estima do estudante com críticas e punições.
A discalculia pode comprometer o desenvolvimento escolar de maneira mais ampla.
Inseguro devido à sua limitação, o estudante geralmente tem medo de enfrentar novas experiências de aprendizagem por acreditar que não é capaz de evoluir. Pode também adotar comportamentos inadequados tornando-se agressiva, apática ou desinteressada4.
Alguns caminhos
A intervenção psicopedagógica propõe melhorar a imagem que a criança tem de si mesma, valorizando as atividades nas quais ela se sai bem; descobrir como é o seu próprio processo de aprendizagem - às vezes, ela tem um modo de raciocinar que não é o padrão, estabelecendo uma lógica particular que foge ao usual - e a partir daí trabalhar uma série de exercícios neuromotores e gráficos que vão ajudá-la a trabalhar melhor com os símbolos e com os jogos, que irão ajudar na seriação, classificação, habilidades psicomotoras, habilidades espaciais, contagem.
Quanto à gestão, é necessário que dê aos professores condições para que desenvolvam atividades específicas com este aluno, sem necessidade de isolá-lo do resto da turma nas outras disciplinas. Para isso, é importante disponibilizar:
§ Desenvolvimento profissional para a equipe de professores.
§ Tempo adequado para planejamento e colaboração entre eles.
§ Turmas com um tamanho adequado para o desenvolvimento do trabalho.
§ Profissionais e auxílio técnico apropriado.
As atividades interdisciplinares e trans-disciplinares de cultura matemática são muitas. A tarefa central do professor é saber sistematizar a informação recolhida, organizar os tempos e os espaços adequados, tendo sempre presente os interesses, as motivações, as dificuldades, as potencialidades intelectuais relacionadas com a faixa etária dos alunos. Com o apoio necessário, o professor tem a incumbência de:
§ Planejar atividades que facilitem o sucesso do aluno, a fim de melhorar seu auto-conceito e aumentar sua auto-estima.
§ Utilizar métodos variados.
§ Explicar ao aluno suas dificuldades e diga que está ali para ajudá-lo sempre que precisar.
§ Não forçar o aluno a fazer as lições quando estiver nervoso por não ter conseguido.
§ Propor jogos na sala.
§ Procurar usar situações concretas, nos problemas.
§ Permitir o uso de uma calculadora.
§ Oferecer fácil acesso às tabelas e listas de fórmulas (não exija que o aluno memorize).
§ Dar mais tempo para o aluno fazer a tarefa.
§ Utilizar recursos tecnológicos disponíveis.
Possibilidades
A discalculia pode ser curada?
Sim. O diagnóstico discalculia é sempre apenas uma descrição do atual estágio de desenvolvimento, aplicável por um período máximo de um ano. Como a criança desenvolve, as dificuldades que existiam no ano anterior podem ter minimizado ou quase desaparecem. Se a criança está recebendo tratamento adequado, a possibilidade de desenvolvimento da capacidade matemática é grande. No entanto, muitas vezes algumas partes das dificuldades permanecem de uma forma suave. Por exemplo, as dificuldades em recordar fatos numéricos. É comum que os estudantes continuem a ter características destas dificuldades, de uma forma suave, em toda a vida adulta. A capacidade de concentração, no entanto, geralmente melhora consideravelmente, e muitas vezes vêm com a compreensão de conceitos matemáticos e símbolos.
As avaliações são somente válidas por um tempo relativamente curto: Um ano para crianças e adolescente e menos de dois anos para adultos. Muitas vezes algumas partes das dificuldades permanecem de uma forma suave, por exemplo, as dificuldades em recordar fatos numéricos. É habitual que os estudantes irão continuar a ter características destas dificuldades, de uma forma suave, em toda a vida adulta. Capacidade de concentração, no entanto, geralmente melhora consideravelmente, e que muitas vezes vem com a compreensão de conceitos matemáticos e símbolos.
CONCLUSÃO
É um grande desafio identificar, diagnosticar e fazer as intervenções necessárias para que a aprendizagem do aluno seja satisfatória, para sua vida acadêmica e para sua auto estima. É necessário atenção para não rotular, condenando um aluno para o resto de sua vida.
As dificuldades de aprendizagem ainda são assunto pouco explorado nas escolas. O diagnóstico equivocado leva a encaminhamento para tratamentos desnecessários e à exclusão, tirando a oportunidade do aluno de superar suas dificuldades.
É preciso levar o tema para dentro da escola - não como assunto pontual, mas numa discussão permanente -, contemplando as diversas dimensões da vida do aluno, como mais um instrumento para seu desenvolvimento integral, visto que as dificuldades de aprendizagem não têm como causa apenas um fator.
Notas
1- No conceito de DA incluem-se quaisquer obstáculos, intrínsecos ou extrínsecos, que impedem um indivíduo de realizar uma determinada aprendizagem.
2- Conjunto de 10 organizações profissionais americanas, todas elas interessadas no estudo das dificuldades de aprendizagem.
3- A dislexia é definida como um déficit no desenvolvimento do reconhecimento e compreensão dos textos escritos. A criança disléxica possui uma inabilidade para contar para trás de dois em dois ou três em três, ela não tem compreensão da ordem e estrutura do sistema numérico, dificuldade para aprender tabuada.
4- Alguns comportamentos que causam problemas de aprendizagem complicando as dificuldades na escola:
Falta de controle dos impulsos - toca tudo ou todos que despertam seu interesse, verbalizam suas observações sem pensar, interrompe ou muda abruptamente de assunto em conversas, tem dificuldade para esperar ou revezar com outras pessoas.
Dificuldade para seguir instruções - pede ajuda repetidamente mesmo nas tarefas mais simples (os enganos são cometidos porque as instruções não são completamente entendidas).
Dificuldade de conversação - dificuldade em encontrar as palavras certas, ou perambula sem cessar tentando encontrá-las.
Distração - freqüentemente perde a lição, as roupas e outros objetos seus, esquece de fazer as tarefas e trabalhos, tem dificuldade em lembrar compromissos ou ocasiões sociais.
Inflexibilidade - teima em fazer as coisas à sua maneira, mesmo que esta não funcione, resiste a sugestões e a ofertas de ajuda.
Fraco planejamento e habilidades organizacionais - parece não ter noção de tempo e com freqüência chega atrasada ou despreparada, não tem idéia de como começar ou de como dividir o trabalho em segmentos manejáveis quando lhe são dadas várias tarefas ou uma tarefa complexa com várias partes.
Falta de destreza - parece desajeitada e sem coordenação – geralmente deixa cair as coisas ou as derrama – ou apalpa e derruba os objetos, pode ter uma caligrafia péssima, é vista como completamente inepta em esportes e jogos.
Imaturidade social - age como se fosse mais jovem que sua idade cronológica e pode preferir brincar com crianças menores.
REFERÊNCIAS
GENTILE, Paula. Tropeçando em números. In http://crescer.globo.com/edic/ed77/rep_discalculia.htm
http://discalculicos.blogspot.com/2007/04/discalculia.html
domingo, 3 de maio de 2009
COMO IDENTIFICAR A DISCALCULIA

COMO IDENTIFICAR A DISCALCULIA
Quando se fala na origem das dificuldades de aprendizagem em matemática, surgem muitas
dúvidas e, na maior parte dessas ocorrências, não há uma única causa específica, mas um
conjunto delas que podem ser encontradas tanto no aluno quanto em relação a fatores externos,
inclusive no modo de ensinar matemática.
De acordo com Smith e Strick , no que diz respeito aos aspectos relativos ao aluno, são
consideradas a memória, a atenção, a atividade perceptiva motora, a organização espacial, as
habilidades verbais, a falta de consciência e as falhas estratégicas, todas como fatores
responsáveis pelas diferenças na execução de atividades matemáticas. Dentre estas, um dos
fatores relevantes é a dificuldade em operações matemáticas simples como a soma ou a
multiplicação. Ao deparar-se com alunos com déficit de aprendizado, o professor precisa
dispensar maior atenção para poder identificar as dificuldades apresentadas. No caso da
matemática, é um pouco mais difícil dizer se é um déficit ou um distúrbio, uma vez que a
matemática é considerada uma das disciplinas mais complicadas para o entendimento do aluno.
Um indicador muito simples das possíveis dificuldades com números é a inabilidade de contar
para trás, de dois em dois números ou de três em três, ressaltando que os discalcúlico têm
dificuldade na compreensão da ordem e da estrutura numérica.
Outro fator é a falta de compreensão do valor da posição no sistema numérico. A confusão nessa
área é freqüentemente disfarçada nos primeiros anos, pois as crianças aprendem as regras
apropriadas para somar e subtrair e pode utilizá-las se apresentadas de forma especial (diretas),
e são mecanicamente aprendidas. Se essa colocação é mudada, ou se é necessário usar o
conhecimento dos números, a pessoa geralmente necessita de flexibilidade para utilizar seu
conhecimento de outra maneira, o que torna sua dificuldade de compreensão visível, assim como
tarefas como agrupar e reagrupar números, lembrar qual número vem antes ou depois e
repetição de algarismos devido à falta de atenção.
O que também se observa são as dificuldades em seguir muitas ordens simultaneamente, além
de problemas com coordenação motora fina (pintar, desenhar, amarrar, costurar etc), problemas
com a coordenação motora grossa (falta de habilidades nos esportes e o descuido ocasionando a
freqüente queda de objetos da carteira escolar).
Além disso, a resistência às atividades que exigem leitura e escrita é outro aspecto a ser
considerado, ressaltando que o discalcúlico pode ter dificuldades na leitura e na escrita e resiste,
também, a atividades em grupo por não gostar de se expor. Geralmente escreve pouco e suas
respostas às questões que lhe são formuladas resumem-se a “sim” ou “não”, devido ao medo de
errar. Manifesta um sentimento fortíssimo de menos valia, que acontece por se sentir acuado em
relação à classe.
DISCALCULIA: UMA ABORDAGEM À LUZ DA MATEMÁTICA
DISCALCULIA
O termo discalculia é usado frequentemente ao referir-se, especificamente, à inabilidade de
O termo discalculia é usado frequentemente ao referir-se, especificamente, à inabilidade de
executar operações matemáticas ou aritméticas. É, pois, um distúrbio neuropsicológico
caracterizado pela dificuldade no processo de aprendizagem do cálculo e que se observa,
geralmente, em indivíduos de inteligência normal, que apresentam inabilidades para a realização
das operações matemáticas e falhas no raciocínio lógico-matemático.
Por ser considerado um tipo de transtorno, convém frisar que, segundo Ferreira (2000)
transtorno tem por significado desorganizar, atrapalhar, ou ainda, desarranjo e desordem.
Segundo os pesquisadores, a criança com discalculia é incapaz de:
a) Visualizar conjuntos de objetos dentro de um conjunto maior;
b) Conservar a quantidade, o que impede de compreender que 1 quilo é igual a quatro pacotes de 250 gramas;
c) Compreender os sinais de soma, subtração, divisão e multiplicação (+,-,÷e x);
d) Seqüenciar números, como, por exemplo, o que vem antes do 11 e depois do 15 (antecessor e sucessor);
e) Classificar números;
f) Montar operações;
g) Entender os princípios de medida;
h) Lembrar as seqüências dos passos para realizar as operações matemáticas;
i) Estabelecer correspondência um a um, ou seja, não relaciona o número de alunos de uma sala à quantidade de carteiras;
j) Contar através de cardinais e ordinais.
Convém destacar, ainda, que os processos cognitivos envolvidos na discalculia são:
a) Dificuldade na memória de trabalho;
b) Dificuldade de memória em tarefas não-verbais;
c) Dificuldade na soletração de não-palavras (tarefa de escrita);
d) Ausência de problemas fonológicos;
e) Dificuldade na memória de trabalho que implica contagem;
f) Dificuldade nas habilidades visuo-espaciais;
g) Dificuldade nas habilidades psicomotoras e perceptivo-táteis.
Para o Manual de Diagnóstico e Estatístico de Distúrbios Mentais – DSM-IV (1994), o transtorno
a) Visualizar conjuntos de objetos dentro de um conjunto maior;
b) Conservar a quantidade, o que impede de compreender que 1 quilo é igual a quatro pacotes de 250 gramas;
c) Compreender os sinais de soma, subtração, divisão e multiplicação (+,-,÷e x);
d) Seqüenciar números, como, por exemplo, o que vem antes do 11 e depois do 15 (antecessor e sucessor);
e) Classificar números;
f) Montar operações;
g) Entender os princípios de medida;
h) Lembrar as seqüências dos passos para realizar as operações matemáticas;
i) Estabelecer correspondência um a um, ou seja, não relaciona o número de alunos de uma sala à quantidade de carteiras;
j) Contar através de cardinais e ordinais.
Convém destacar, ainda, que os processos cognitivos envolvidos na discalculia são:
a) Dificuldade na memória de trabalho;
b) Dificuldade de memória em tarefas não-verbais;
c) Dificuldade na soletração de não-palavras (tarefa de escrita);
d) Ausência de problemas fonológicos;
e) Dificuldade na memória de trabalho que implica contagem;
f) Dificuldade nas habilidades visuo-espaciais;
g) Dificuldade nas habilidades psicomotoras e perceptivo-táteis.
Para o Manual de Diagnóstico e Estatístico de Distúrbios Mentais – DSM-IV (1994), o transtorno
nas operações Matemáticas é caracterizado pela incapacidade para realização de operações
aritméticas, cálculo e raciocínio inferior à média esperada para a idade cronológica, capacidade
intelectual e nível de escolaridade do indivíduo e dificuldades que trazem prejuízos significativos
em tarefas diárias que as exigem ou apresentam algum déficit sensorial, destacando-se que as
dificuldades matemáticas excedem aquelas geralmente associadas.
Diversas habilidades podem estar prejudicadas pelo transtorno, como: habilidades lingüísticas
(compreensão e nomeação de termos, operações ou conceitos matemáticos, e transposição de
problemas escritos em símbolos matemáticos); perceptuais (reconhecimento de símbolos
numéricos ou aritméticos, ou agrupamento de objetos em conjuntos); de atenção (copiar
números ou cifras, observar sinais de operação); e matemáticas (dar seqüência a etapas
matemáticas, contar objetos e aprender tabuadas de multiplicação).
TIPOS DE DISCALCULIAS
a) Discalculia Verbal – dificuldade para nomear as quantidades matemáticas, os números, os termos, os símbolos e as relações;
b) Discalculia Practognóstica – dificuldade para enumerar, comparar e manipular objetos reais ou em imagens, matematicamente;
c) Discalculia Léxica – dificuldades na leitura de símbolos matemáticos;
d) Discalculia Gráfica – dificuldades na escrita de símbolos matemáticos;
e) Discalculia Ideognóstica – dificuldades em fazer operações mentais e na compreensão de conceitos matemáticos; e
f) Discalculia Operacional – dificuldades na execução de operações e cálculos numéricos.
b) Discalculia Practognóstica – dificuldade para enumerar, comparar e manipular objetos reais ou em imagens, matematicamente;
c) Discalculia Léxica – dificuldades na leitura de símbolos matemáticos;
d) Discalculia Gráfica – dificuldades na escrita de símbolos matemáticos;
e) Discalculia Ideognóstica – dificuldades em fazer operações mentais e na compreensão de conceitos matemáticos; e
f) Discalculia Operacional – dificuldades na execução de operações e cálculos numéricos.
CAUSAS DA DISCALCULIA
Não existe uma causa única e simples com que se possam justificar as bases das dificuldades com
Não existe uma causa única e simples com que se possam justificar as bases das dificuldades com
a linguagem matemática, que podem ocorrer por falta de habilidade para determinação de razão
matemática ou pela dificuldade em elaboração de cálculo matemático. Essas dificuldades estão
atreladas a fatores diversos, podendo estar vinculadas a problemas com o domínio da leitura
e/ou da escrita, na compreensão global proposta num texto, bem como no próprio
processamento da linguagem.
Estudos apontam que a discalculia pode ser causada por vários elementos que abrangem áreas
de estudo, como a Neurologia, a Lingüística, a Psicológica e a Pedagógica.
NEUROLÓGICA (IMATURIDADE)
Maturação é a soma das características de evolução neurológica apresentadas pela maioria dos
Maturação é a soma das características de evolução neurológica apresentadas pela maioria dos
indivíduos nas diferentes etapas de desenvolvimento e que permitem o uso das capacidades
inatas e expressas por seu comportamento.
O desenvolvimento neurológico implica na maturação progressiva através das modificações do
sistema nervoso e se caracteriza pelas diferentes funções, que vão se estabelecendo ordenada,
progressiva e cronologicamente. Cada nível etário de maturação permite desenvolver novas
funções (percepção, espaço temporal, lateralidade, ritmo etc.), através de experiências que
produzam estímulos adequados.
São observados, a seguir, três graus de imaturidade:
a) Leve – em que o discalcúlico reage favoravelmente à intervenção terapêutica;
b) Médio – configura o quadro da maioria dos que apresentam dificuldades específicas em matemática; e
c) Limite – ocorre quando há lesão neurológica, gerada por diversos traumatismos, provocando um déficit intelectual.
a) Leve – em que o discalcúlico reage favoravelmente à intervenção terapêutica;
b) Médio – configura o quadro da maioria dos que apresentam dificuldades específicas em matemática; e
c) Limite – ocorre quando há lesão neurológica, gerada por diversos traumatismos, provocando um déficit intelectual.
sábado, 14 de março de 2009
" SERÁ QUE SEU ALUNO É DISLEXICO ? "

SINAIS DE ALERTA
Na pré-escola não é possível avaliar com segurança se o aluno é disléxico antes da 1ª série do Ensino Fundamental. Mas, se ele apresenta alguns dos sintomas abaixo, deve ser observado com atenção para um possível futuro diagnóstico:
- Imaturidade no trato com outras crianças.
- Atraso no desenvolvimento visual, da fala e da linguagem.
- Dificuldade em aprender rimas e canções.
- Fraco desenvolvimento da coordenação motora.
- Dificuldade em montar quebra-cabeças.
- Falta de interesse por livros.
A partir da 1ª série, se a criança apresenta alguns dos problemas abaixo, é necessário avaliá-la em conjunto com outros professores e o coordenador pedagógico e, se necessário, recomendar aos pais o encaminhamento a um especialista:
- Dificuldades visuais e de coordenação motora.
- Pobreza no conhecimento de rimas e de vocabulário.
- Dificuldade na leitura e na escrita e na cópia do livro ou do quadro-negro.
- Dificuldade em manusear mapas e dicionários.
- Confusão entre direita e esquerda.
- Dificuldade em Matemática, desenho geométrico e em decorar seqüências.
- Desatenção, dispersão, desorganização geral e atrasos na entrega de tarefas.
- Problemas de conduta retração, timidez excessiva e depressão. Fonte: Associação Brasileira de Dislexia (ABD)
Como facilitar o dia-a-dia do disléxico ; São várias as alternativas disponíveis para que o estudante com dislexia possa acompanhar a turma e demonstrar o que aprendeu sem estresse:
- Dar a ele um resumo do programa a ser desenvolvido, se possível já no ato da matrícula.
- Expor, no início do ano, qual a matéria a ser dada e os métodos de avaliação que serão utilizados.
- Iniciar cada novo conteúdo com um esquema mostrando o que será apresentado no período. No final, resumir os pontos-chave.
- Usar vários recursos de apoio para apresentar a lição à classe, além do quadro-negro:
- projetor de slides, retroprojetor, vídeos e outros recursos multimídia.
- Introduzir vocabulário novo ou técnico de forma contextualizada.
- Evitar dar instruções orais e escritas ao mesmo tempo.
- Avisar com antecedência quando houver trabalhos que envolvam leitura para que o aluno encontre outras formas de realizá-lo, como gravar o livro, por exemplo.
- Propor trabalhos em grupo e atividades fora da sala de aula, como dramatizações, entrevistas e pesquisas de campo sempre que possível.
- Fazer revisões com tempo disponível para responder às possíveis dúvidas.
- Autorizar o uso de tabuadas, calculadoras simples, rascunhos e dicionários durante as atividades e avaliações.
- Aumentar o limite de tempo para atividades escritas.
- Ler enunciados em voz alta e verificar se todos entenderam o que está sendo pedido.
Fonte: Nem Sempre É o Que Parece, Ed. Campus
QUEM É A CRIANÇA DISLÉXICA E COMO DESENVOLVER UM TRABALHO EFICAZ NA ALFABETIZAÇÃO...
Desde a pré-escola que a criança disléxica apresenta dificuldades para decorar cantigas de rodas, tem dificuldades para amarrar os cadarços dos sapatos ou calçá-los corretamente, também para se vestir sozinho, abotoar a roupa é quase impossível, muitas vezes não sabe o que a mãe lhe pediu para pegar, isto mostra problemas de memória.
Esta criança parece estar perdida no tempo e espaço, confunde-se hoje, amanhã, ontem, direita, esquerda, para cima e para baixo.
Também apresenta dificuldades com a seqüência e parece nunca saber em qual dia, mês ou ano está. Além disso, ao falar é hesitante, muitas vezes perde-se no discurso, enrola-se e não consegue se expressar claramente.
Durante o período que ingressa na alfabetização é que a criança disléxica começa a ir mal na escola e muitas vezes é vista como preguiçosa ou imatura.
No início da alfabetização, aos 7 ou 8 anos, aparecem as trocas de letras visualmente parecidas b/p ou s/z e semelhantes v/f, m/u parecem ser as mesmas, c/g, k/g. Aparecem também as letras e números espelhados, invertendo a seqüência de letras de uma palavra ou omite letras.
Na leitura faz trocas de letras ou adiciona palavras, além de apresentar
letra feia, (disgrafia), apresenta problemas de conduta, auto-estima e variabilidade na produção.
A definição da dislexia para a Associação Brasileira de Dislexia,‘‘é uma dificuldade acentuada que ocorre no processo de leitura, escrita, soletração e ortografia.Não é uma doença, mas um distúrbio de aprendizagem.Ela torna-se evidente na época da alfabetização, embora mesmo com uma boa instrução, inteligência adequada, oportunidades sócio-cultural e sem distúrbios cognitivos, quando a criança falha no processo de aquisição da linguagem. A dislexia independe das causas intelectuais, emocionais e culturais. É hereditária e ocorre com a maior incidência em meninos’’.
O diagnóstico pode ser feito por meio de Exames de Imagem como:TC
(tomografia Computadorizada), RMF (Ressonância Magnética Funcional); SPECT-(Tomografia por emissão de Fóton Único); PET: (Tomografia por emissão de Pósitron).
*Mestre em Educação,Professora do Curso Normal Superior da UNIPAC-Monte Carmelo, Psicopedagoga Clínica e Orientadora Escolar na Rede Municipal de Ensino de Uberlândia,MG.
As características dos disléxicos são vista quando há maior incidência em canhotos e ambidestros; quando manifesta problemas no processo fonológico e problemas na linguagem oral; além de problemas com a memória de trabalho,sendo esta a dificuldade que permeia a dislexia. O distúrbio afeta de 5 a 15% da população e apresenta-se com maior ou menor intensidade em cada indivíduo, apresentando três graus: leve, moderada e severa.
Há casos de crianças que lêem e não escrevem, elas têm uma resistência maior, sofrem amais.Existe uma corrente que hipotetiza a ortografia como área mais prejudicada pelo disléxico e outra corrente acha que treina a ler,isto é, a leitura é menos prejudicada e escrita é mais difícil (gravar é mais difícil).Existe também a criança que lê muito bem mas não compreende nada (dislexia de compreensão).
O diagnóstico da dislexia é clínico e o tratamento é educacional, o acompanhamento deve ser diário, semanal, mensal, ensinando a criança a ler de outra forma. A dislexia não é tratada com remédios. A compreensão é cientifica. Tem muitos cientistas estudando.
Os tipos de dislexia: a adquirida (afasias, doenças após acidente hemorrágico, meningite, acidente de carro, não é hereditária e a segunda, de desenvolvimento visual (diseidética) e auditiva (disfonética) não decodifica foneticamente, ainda a terceira que é a junção das duas, a mista.As áreas atingidas são: linguagem oral, processamento fonológico, memória de trabalho. Aparece muitas vezes dos 8 aos 10 meses no início da compreensão das palavras e aos 15 meses quando adquire vocabulário expressivo.
O processo fonológico é o uso das informações fonológicas nas estruturas da linguagem, isto é, onde ocorre o armazenamento de fonemas. As habilidades envolvidas: consciência fonológica, exige ritmo e aliteração na identificação de sílabas, manipular fonemas.Quando ocorre a nomeação rápida, ou disnomia, amadurecimento do corpo caloso.Antes dos 7 anos depende do corpo caloso,isto é, o que une, que ajuda a passar informações de um hemisfério para outro.
A memória de trabalho é a organizadora de prioridades.No caso do disléxico é a mais afetada.Ela é importante para aprender a escrever, operar com os números. A memória seqüencial auditiva é responsável pela aprendizagem do alfabeto, músicas, meses do ano, e, no caso do disléxico não decora o alfabeto pois tem dificuldade nesta área. Já a memória seqüencial visual, é utilizada quando se escreve palavra e percebe que as letras seguem uma ordem. Para tratar os disléxicos devem-se procurar atividades que faça associar letras ao som.
A leitura é a interação de diversas vias neurais e depende de estruturas corticais integras, entretanto, o difícil ato de ler requer vários processos neurológicos, psicológicos e sócio-ambientais para ser efetivo. O cérebro tem a capacidade plástica para adaptar-se, por exemplo, quando uma pessoa tem acidente vascular, o cérebro utiliza outra área para realizar a mesma tarefa.
É impressionante que a maioria das pessoas aprendem a ler, uma vez que a leitura exige simultaneamente: atenção dirigida às marcas impressas e controle do movimento dos olhos, reconhecimento dos sons associados com as letras; compreensão das palavras e gramática; construção de idéias e imagens, comparação de idéias novas com as existentes; armazenamento de idéias na memória. Exemplo, na leitura silábica não se acumula informações e ler a palavra é ler pela primeira vez, não tem automoticidade para ler, isto é, lê e não compreende o que leu.
Como lidar com o disléxico: Em primeiro lugar identificar os pontos fracos e as áreas geradoras de problemas, descobrindo o estilo cognitivo predominante e realizar o tratamento.Em segundo, utilizar material concreto, além de papel quadriculado, fazer jogos com premiações e castigos.Utilizar rimas, músicas e repetições, ler em voz alta, fazer com que a criança leia em voz alta, a pratique a visualização dos problemas,use desenhos. Não complicar visualmente. É indispensável permitir o tempo para fazer exercícios.Usar cartões com linguagem usada na aula.Prestar atenção não apenas no resultado, mas no processo utilizado.Observe os acertos e não somente os erros, como o aluno chega aos resultados.
Conclui-se que existem pessoas nos dois extremos dos estilos; isto é, muitas pessoas podem usar dois estilos ao mesmo tempo.O estilo escolhido depende da dificuldade e tipo de questão.A estratégia compensatória utilizada vai depender do tipo de estilo dominante.Cada estilo é ligado a um hemisfério cerebral. Há mais minhocas que grilos.No hemisfério esquerdo domina a maioria das pessoas. As minhocas com memória deficiente são as que mais sofrem com a matemática.E as minhocas utilizam o hemisfério esquerdo. Se aceitarmos as hipóteses da dominância do hemisfério direito no cérebro disléxico, chega-se à conclusão de que uns grandes números de disléxicos são grilos.Os grilos são prejudicados no sistema de ensino por não documentarem seus processos, é necessário ensiná-los isto. Alguns exercícios favorecem a um ou outro estilo.Ter um estilo dominante não significa necessariamente que a criança tenha sucesso no uso. ‘‘Para o disléxico o difícil é fácil e o fácil é difícil’’.
Bibliografia
CAPOVILLA, Fernando. Métodos de Alfabetização de leitura e escrita.
CHARDELLI,Rita de Cássia Rocha. Dislexia. In:http://www.psicopedagogia.com.br/
FLEURY, Maria Eduarda Assunção. Palestra Dislexia e Matemática em Uberlândia,13/09/2003.
GESCHWIND, Normand.Dislexia.In: http: //www. psicopedagogia. com.br/
LEITE, Eliane Pisane.Dificuldades Matemáticas e Dislexia.In: http://www.psicopedagogia.com.br/
Publicado em 29/06/2004 16:44:00
Esta criança parece estar perdida no tempo e espaço, confunde-se hoje, amanhã, ontem, direita, esquerda, para cima e para baixo.
Também apresenta dificuldades com a seqüência e parece nunca saber em qual dia, mês ou ano está. Além disso, ao falar é hesitante, muitas vezes perde-se no discurso, enrola-se e não consegue se expressar claramente.
Durante o período que ingressa na alfabetização é que a criança disléxica começa a ir mal na escola e muitas vezes é vista como preguiçosa ou imatura.
No início da alfabetização, aos 7 ou 8 anos, aparecem as trocas de letras visualmente parecidas b/p ou s/z e semelhantes v/f, m/u parecem ser as mesmas, c/g, k/g. Aparecem também as letras e números espelhados, invertendo a seqüência de letras de uma palavra ou omite letras.
Na leitura faz trocas de letras ou adiciona palavras, além de apresentar
letra feia, (disgrafia), apresenta problemas de conduta, auto-estima e variabilidade na produção.
A definição da dislexia para a Associação Brasileira de Dislexia,‘‘é uma dificuldade acentuada que ocorre no processo de leitura, escrita, soletração e ortografia.Não é uma doença, mas um distúrbio de aprendizagem.Ela torna-se evidente na época da alfabetização, embora mesmo com uma boa instrução, inteligência adequada, oportunidades sócio-cultural e sem distúrbios cognitivos, quando a criança falha no processo de aquisição da linguagem. A dislexia independe das causas intelectuais, emocionais e culturais. É hereditária e ocorre com a maior incidência em meninos’’.
O diagnóstico pode ser feito por meio de Exames de Imagem como:TC
(tomografia Computadorizada), RMF (Ressonância Magnética Funcional); SPECT-(Tomografia por emissão de Fóton Único); PET: (Tomografia por emissão de Pósitron).
*Mestre em Educação,Professora do Curso Normal Superior da UNIPAC-Monte Carmelo, Psicopedagoga Clínica e Orientadora Escolar na Rede Municipal de Ensino de Uberlândia,MG.
As características dos disléxicos são vista quando há maior incidência em canhotos e ambidestros; quando manifesta problemas no processo fonológico e problemas na linguagem oral; além de problemas com a memória de trabalho,sendo esta a dificuldade que permeia a dislexia. O distúrbio afeta de 5 a 15% da população e apresenta-se com maior ou menor intensidade em cada indivíduo, apresentando três graus: leve, moderada e severa.
Há casos de crianças que lêem e não escrevem, elas têm uma resistência maior, sofrem amais.Existe uma corrente que hipotetiza a ortografia como área mais prejudicada pelo disléxico e outra corrente acha que treina a ler,isto é, a leitura é menos prejudicada e escrita é mais difícil (gravar é mais difícil).Existe também a criança que lê muito bem mas não compreende nada (dislexia de compreensão).
O diagnóstico da dislexia é clínico e o tratamento é educacional, o acompanhamento deve ser diário, semanal, mensal, ensinando a criança a ler de outra forma. A dislexia não é tratada com remédios. A compreensão é cientifica. Tem muitos cientistas estudando.
Os tipos de dislexia: a adquirida (afasias, doenças após acidente hemorrágico, meningite, acidente de carro, não é hereditária e a segunda, de desenvolvimento visual (diseidética) e auditiva (disfonética) não decodifica foneticamente, ainda a terceira que é a junção das duas, a mista.As áreas atingidas são: linguagem oral, processamento fonológico, memória de trabalho. Aparece muitas vezes dos 8 aos 10 meses no início da compreensão das palavras e aos 15 meses quando adquire vocabulário expressivo.
O processo fonológico é o uso das informações fonológicas nas estruturas da linguagem, isto é, onde ocorre o armazenamento de fonemas. As habilidades envolvidas: consciência fonológica, exige ritmo e aliteração na identificação de sílabas, manipular fonemas.Quando ocorre a nomeação rápida, ou disnomia, amadurecimento do corpo caloso.Antes dos 7 anos depende do corpo caloso,isto é, o que une, que ajuda a passar informações de um hemisfério para outro.
A memória de trabalho é a organizadora de prioridades.No caso do disléxico é a mais afetada.Ela é importante para aprender a escrever, operar com os números. A memória seqüencial auditiva é responsável pela aprendizagem do alfabeto, músicas, meses do ano, e, no caso do disléxico não decora o alfabeto pois tem dificuldade nesta área. Já a memória seqüencial visual, é utilizada quando se escreve palavra e percebe que as letras seguem uma ordem. Para tratar os disléxicos devem-se procurar atividades que faça associar letras ao som.
A leitura é a interação de diversas vias neurais e depende de estruturas corticais integras, entretanto, o difícil ato de ler requer vários processos neurológicos, psicológicos e sócio-ambientais para ser efetivo. O cérebro tem a capacidade plástica para adaptar-se, por exemplo, quando uma pessoa tem acidente vascular, o cérebro utiliza outra área para realizar a mesma tarefa.
É impressionante que a maioria das pessoas aprendem a ler, uma vez que a leitura exige simultaneamente: atenção dirigida às marcas impressas e controle do movimento dos olhos, reconhecimento dos sons associados com as letras; compreensão das palavras e gramática; construção de idéias e imagens, comparação de idéias novas com as existentes; armazenamento de idéias na memória. Exemplo, na leitura silábica não se acumula informações e ler a palavra é ler pela primeira vez, não tem automoticidade para ler, isto é, lê e não compreende o que leu.
Como lidar com o disléxico: Em primeiro lugar identificar os pontos fracos e as áreas geradoras de problemas, descobrindo o estilo cognitivo predominante e realizar o tratamento.Em segundo, utilizar material concreto, além de papel quadriculado, fazer jogos com premiações e castigos.Utilizar rimas, músicas e repetições, ler em voz alta, fazer com que a criança leia em voz alta, a pratique a visualização dos problemas,use desenhos. Não complicar visualmente. É indispensável permitir o tempo para fazer exercícios.Usar cartões com linguagem usada na aula.Prestar atenção não apenas no resultado, mas no processo utilizado.Observe os acertos e não somente os erros, como o aluno chega aos resultados.
Conclui-se que existem pessoas nos dois extremos dos estilos; isto é, muitas pessoas podem usar dois estilos ao mesmo tempo.O estilo escolhido depende da dificuldade e tipo de questão.A estratégia compensatória utilizada vai depender do tipo de estilo dominante.Cada estilo é ligado a um hemisfério cerebral. Há mais minhocas que grilos.No hemisfério esquerdo domina a maioria das pessoas. As minhocas com memória deficiente são as que mais sofrem com a matemática.E as minhocas utilizam o hemisfério esquerdo. Se aceitarmos as hipóteses da dominância do hemisfério direito no cérebro disléxico, chega-se à conclusão de que uns grandes números de disléxicos são grilos.Os grilos são prejudicados no sistema de ensino por não documentarem seus processos, é necessário ensiná-los isto. Alguns exercícios favorecem a um ou outro estilo.Ter um estilo dominante não significa necessariamente que a criança tenha sucesso no uso. ‘‘Para o disléxico o difícil é fácil e o fácil é difícil’’.
Bibliografia
CAPOVILLA, Fernando. Métodos de Alfabetização de leitura e escrita.
CHARDELLI,Rita de Cássia Rocha. Dislexia. In:http://www.psicopedagogia.com.br/
FLEURY, Maria Eduarda Assunção. Palestra Dislexia e Matemática em Uberlândia,13/09/2003.
GESCHWIND, Normand.Dislexia.In: http: //www. psicopedagogia. com.br/
LEITE, Eliane Pisane.Dificuldades Matemáticas e Dislexia.In: http://www.psicopedagogia.com.br/
Publicado em 29/06/2004 16:44:00
quinta-feira, 12 de março de 2009
" NÃO HÁ CURA PARA A DISLEXIA ! "

Não há cura para a dislexia, mas o distúrbio pode ser tratado com a ajuda de fonoaudiólogos e psicoterapeutas
"O tratamento fará com que a pessoa aprenda estratégias para ler mais rapidamente e com prazer", afirma Mauro Spinelli, foniatra (especialista em problemas da linguagem oral e escrita) da PUC-SP.
Luis Celso Vilanova, chefe do setor de neurologia da Unifesp, explica que é feito um trabalho de reabilitação. Os especialistas corrigem as dificuldades ortográficas e oferecem outras opções de alfabetização para que a pessoa possa ler e escrever normalmente.
Mas, mesmo sem acompanhamento, o disléxico pode criar estratégias para driblar o problema da aprendizagem – usando os sentidos da audição, visão e tato, afirma Vilanova. E, na vida adulta, ele pode escolher profissões em que a escrita não seja muito importante.
O cirurgião-dentista Adriano van Helden, 37, conseguiu terminar a faculdade usando recursos que ele mesmo desenvolveu. "Eu não conseguia estudar em casa porque tinha de ler o mesmo parágrafo quatro ou cinco vezes para entendê-lo", lembra. Depois de quase desistir do curso, ele descobriu uma saída: "Comecei a repetir em casa, exaustivamente, todos os procedimentos que aprendia nas aulas".
Van Helden não sabia que a causa de suas dificuldades era a dislexia. Ele só descobriu que tem o distúrbio há seis meses, quando seu filho de dez anos foi diagnosticado como disléxico. "Percebi que o que ocorre com o meu filho também acontece comigo."
Asperger: dislexia afeta leitura, escrita e auto-estima
A dislexia manifesta-se durante a alfabetização, mas nem sempre as escolas conseguem detectar os sintomas do distúrbio. Resultado: milhares de pessoas passam a infância e a adolescência sem conseguir ler um livro até o fim.
Pior: sem saber por que isso acontece ou atribuindo a dificuldade à incapacidade intelectual. "O colégio era ruim em todos os momentos, porque eu achava que meu QI (Quociente de Inteligência) era inferior ao normal . O disléxico tem dificuldade para correlacionar sons e sinais gráficos, o que afeta a alfabetização. Não se sabe o que causa a dislexia, mas já foi constatado que esse distúrbio mental – que não deve ser confundido com uma doença – é hereditário e congênito. A incidência difere de acordo com o sexo: para cada três homens disléxicos, há só uma mulher.“No disléxico, a 'idade' de leitura pode ser até dois anos inferiores à idade cronológica”, explica Mauro Muszkat, neurologista infantil da Unifesp. Esse déficit se traduz em dificuldade e demora para ler e em letra ruim e erros ortográficos ao escrever: omissão e troca de letras -como "b" por "d" e "m" por "n" (por terem grafias parecidas) ou "s" por "z" e "p" por "b" (pelo som semelhante)- e espelhamento (escrever "los" em vez de "sol"), por exemplo.
Pior: sem saber por que isso acontece ou atribuindo a dificuldade à incapacidade intelectual. "O colégio era ruim em todos os momentos, porque eu achava que meu QI (Quociente de Inteligência) era inferior ao normal . O disléxico tem dificuldade para correlacionar sons e sinais gráficos, o que afeta a alfabetização. Não se sabe o que causa a dislexia, mas já foi constatado que esse distúrbio mental – que não deve ser confundido com uma doença – é hereditário e congênito. A incidência difere de acordo com o sexo: para cada três homens disléxicos, há só uma mulher.“No disléxico, a 'idade' de leitura pode ser até dois anos inferiores à idade cronológica”, explica Mauro Muszkat, neurologista infantil da Unifesp. Esse déficit se traduz em dificuldade e demora para ler e em letra ruim e erros ortográficos ao escrever: omissão e troca de letras -como "b" por "d" e "m" por "n" (por terem grafias parecidas) ou "s" por "z" e "p" por "b" (pelo som semelhante)- e espelhamento (escrever "los" em vez de "sol"), por exemplo.
Assinar:
Comentários (Atom)